Deus sente diante da dor o mesmo que Jesus, que é Deus!
“Jesus chorou”. (Jo 11.35)
Deus se condói do sofrimento humano. De outro modo, Jesus não teria chorado diante do túmulo de Lázaro, ao ver o sofrimento de suas irmãs.
Há dois pontos relevantes que devem ser considerados, a saber, sobre as curas efetuadas por Jesus e as curas esperadas para hoje.
Entender o assunto é importante para que não alentemos esperanças que tragam frustrações e mesmo dúvidas sobre o amor de Deus.
As curas de Jesus tinham um propósito maior
Jesus curava para demonstrar o seu poder e ser crido como Filho de Deus. Parte de seu ministério de curas está narrado nos evangelhos, para despertar a fé nele para salvação:
“Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.30,31).
Tanto as curas e sinais que Jesus efetuou, como o seu registro nos evangelhos, tiveram o mesmo propósito de despertar a fé salvadora.
Nos fatos relatados nos Atos dos Apóstolos, que ocorreram antes que os evangelhos tivessem sido escritos, as curas ainda continuaram.
Contudo, as epístolas mostram que o ministério de curas não visava os crentes, como se deduz do texto de Paulo: “Quanto a Trófimo, deixei-o doente em Mileto” (2Tm 4.20). Mesmo Paulo teve de conviver com limitações físicas, o “espinho na carne” a que se referiu (2Co 12.7).
Deus continua a curar ainda hoje?
Certamente. Pela medicina, quando possível, ou independente dela, curas sem explicação humana, como atestadas por muitos fiéis.
Mas o detalhe importante é o que vemos no exemplo do leproso, ao se dirigir a Jesus: “Senhor, se quiseres, podes purificar-me”.
Que ele pode, é certo; se é da sua vontade, realmente para o nosso bem e, sobretudo, para a sua glória, depende somente dele!
Lembremos
Todo ser vivente tem de seguir o ciclo natural do nascimento, vida e morte. E uma velhice, com decadência física e mental, é a condição normal para se deixar a vida.
A morte para os filhos de Deus é a porta de entrada para a vida eterna.
Novo céu e nova terra
Os cristãos descansam na esperança de novos céus e nova terra.
Ali, Deus “lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21.4).